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  • Carolina Arruda

O transtorno que afasta pessoas do convívio social

Muito se fala em inclusão social e escolar para indivíduos com necessidades especiais, no entanto existe uma patologia onde, muitas vezes, não há aparência física, mas ela está ali. Estou falando sobre o TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA), que nos últimos anos vem sendo divulgados e esclarecidos para a população em geral.

Para contribuir ainda mais com as famílias e as pessoas que convivem direta ou indiretamente com pessoas portadoras deste transtorno, venho aqui dividir um pouco do meu conhecimento enquanto pedagoga, psicóloga e mãe de um lindo príncipe de 6 anos, cujo está dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Podemos dizer que o TEA é caracterizado pelo atraso no desenvolvimento em determinadas áreas como interação social, comportamento e comunicação, todavia existem alguns casos que também apresentam comprometimento cognitivo / intelectual.

Precisamos entender que para que nossas crianças sejam incluídas, devemos inicialmente inseri-las dentro da comunidade escolar, familiar e social. Sei que não é uma tarefa fácil e que em alguns momentos parece impossível, principalmente quando apresentam crises nervosas, no entanto com paciência, amor, afeto, carinho, dedicação e orientação profissional as dificuldades acabam muitas vezes não sendo uma barreira tão grande.

Como podemos fazer a inserção de nossas crianças dentro da sociedade em que vivemos e frequentamos? Primeiramente é necessário identificarmos as barreiras existentes para que tal comportamento não ocorra, para que a partir destes aspectos podermos elaborar estratégias eficientes para cada criança, pois lembrem-se que um autista não é igual ao outro, cada um tem suas qualidades e dificuldades em maior ou menor grau.

Quando comportamentos inadequados ocorrem, a primeira reação de quem está próximo é se afastar ou então fazer julgamentos e conforme ocorra repetidamente iniciam as exclusões, o preconceito e o isolamento, não somente das crianças, mas sim da família/cuidadores.

Diante disso, é necessário alertar que todo comportamento tem uma função e para identificarmos esta função precisamos verificar o que causou, além de perceber qual dificuldade aquela criança possui, se tem hiper ou hipo sensibilidade, se apresenta dificuldade em se expressar oralmente, resistência à habilidades sociais entre tantos outros comportamentos.


Ana Carolina de Arruda

Psicóloga

CRP 06/145387

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